David Pereira da APROSE chama a atenção para que “atualmente o sistema não protege de forma igual todos os portugueses, uma vez que estão segmentados por regiões sísmicas”. David Pereira refere ainda que “enquanto uns têm acesso a proteção, outros, apenas por viverem em regiões mais sensíveis do ponto de vista sismológico, não têm acesso a seguro que proteja o seu património”.
Para o presidente da APS a avaliação do risco vai depender sempre de fatores como a zona sísmica em que o imóvel se insere ou o tipo de construção. Só com a cobertura obrigatória é possível fazer uma efetiva mutualização, ou dispersão do risco, entre os mais e menos vulneráveis e assim evitar a anti-seleção.
“Em qualquer caso, em abono de uma gestão sã e prudente que salvaguarde a solvência e a capacidade financeira das seguradoras e a consequente proteção da comunidade dos segurados e de todos aqueles que interagem e dependem das seguradoras, incluindo, mediadores, estas nunca abdicarão de efetuar uma rigorosa avaliação dos riscos em consonância com as melhores regras internacionais e com o necessário e adequado suporte dos resseguradores”, conclui José Galamba de Oliveira.
Pela APROSE, David Pereira defende que “a questão sismológica em Portugal é abordada sempre que há um grande terramoto, mas não é extraída qualquer conclusão destes alertas”, considerando não aceitável que “o país, com os mediadores, seguradoras, reguladores e legisladores, não prepare legislação e soluções concretas que permitam, de uma vez por todas, proteger a totalidade do edificado habitacional do País”.
Também neste ponto a APS tem feito trabalho visível estando, com outras entidades a pressionar o Governo: “as seguradoras têm insistentemente proposto a criação de um sistema de proteção de riscos catastróficos que inclua a cobertura obrigatória de risco sísmico”, confirma José Galamba de Oliveira.
“É urgente e crítico colocar fim a esta discriminação, que deixa tantos portugueses desprotegidos”, conclui o presidente da APROSE.
ECO Seguros 14/02/2023